quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A escolha de um caminho


No post anterior falei um pouco sobre os vários caminhos para conseguir realizar uma viagem internacional, agora vou falar um pouco sobre a escolha que eu fiz e porque eu não escolhi alguns outros caminhos.
A estrada do intercâmbio seria a mais prática, pois as agencias de intercâmbio se encarregam de quase toda a documentação, e ainda há a possibilidade de contratar um despachante para se encarregar do que a agencia não faz, mas de cara enxerguei dois problemas, o primeiro é de ordem financeira, os intercâmbios culturais tem preço salgado, e o outro é de ordem educacional, por conta da faculdade eu não poderia passar mais que 3 meses fora para não atrasar o meu curso, períodos maiores que 3 meses resultariam no trancamento de todas as matérias por um semestre letivo. Destaco ainda problemas “menores” por exemplo, o maior período de férias acadêmicas se dá no final do ano, as férias do meio do ano são mais apertadas, então para aproveitar o máximo de tempo possível sem atrasar o curso, as férias do final do ano seria a escolhida e isso implica em passar todos os festejos natalinos e de réveillon longe da família, e no meu caso ainda acrescentaria o meu aniversário (26/dez).
As opções de trabalho remunerado nos EUA também não se tornou muito interessante por se tratar de um programa voltado para trabalho nas férias, então se você quiser aproveitar a viagem para fazer algum curso você somente conseguirá se conseguir trabalhar e estudar. Para os que pensam em fazer a viagem, juntar um dinheiro, trancar a facul por um semestre para ficar após o contrato de trabalho, legalmente não é possível.
Atento para as implicações de ficar em um pais ilegalmente: Além do risco de ser preso e ficar preso até ser julgado a sua extradição. Observe ainda que se você possuir um visto de turista ou estudante, por exemplo, e desempenhar uma atividade trabalhista você pode ser deportado e na maioria dos países e em quase todos e qualquer tipo de ilegalidade ocorrida por estrangeiros resultará na expulsão, que significa a não possibilidade de retorno, por no mínimo 05 anos.
Com tudo, as opções de trabalho no exterior exigem também um bom nível de inglês, para quem não domina a língua ainda, como eu, restam os trabalhos para lavar pratos e etc. o que não resultaria em um grande aprendizado nem da língua nem profissional.
Ressalto que para jovens que tem um bom conhecimento do inglês e querem apenas conhecer os EUA é um ótimo caminho e bastante econômico, no caso das mulheres que se interessarem no programa “au pair” existem ainda possibilidades de trabalho em países europeus.
Com o andar das minhas pesquisas terminei optando pela opção da mobilidade acadêmica, por se tratar de um acordo entre universidades federais Brasileiras e as instituições de ensino publico no exterior, não haverá cobrança de “propinas” ou anuidades para as universidades de destino.
O período de estada também é maior por se tratar de um semestre letivo pago em uma universidade estrangeira você passará o período equivalente também, podendo o visto ser retirado por 6 meses ou até mesmo de um ano, o que possibilitam viagens e curso após o período de aulas. Ainda há a possibilidade de renovar o visto e pagar mais um período letivo sem precisar retornar para o Brasil e tentar tudo de novo (possibilidade que vai variar muito de acordo com o regimento de cada universidade de destino), mas, como no meu caso, vou tentar a mobilidade para a Espanha, e ainda não consegui a informação se na universidade de Madrid é possível conseguir renovar para pagar mais um período letivo, mas sei que há a possibilidade de tentar permanecer por um ano na Europa tentando depois do semestre na Espanha, tentar o segundo em outro país como Portugal por exemplo.
Outras vantagens de pleitear a mobilidade acadêmica:
O visto nesse caso prevê possibilidade de trabalho remunerado dês de que não interfira no horário das aulas.
Aqui sim há possibilidade de conseguir acomodação e alimentação barata, pois a maioria dessas universidades são conhecidas internacionalmente como receptoras de alunos estrangeiros, Coimbra por exemplo, então há muitos apartamentos onde estudantes se organizam para dividir o aluguel o que é bem mais em conta do que qualquer outro tipo de acomodação, pois mesmo que alguns albergues pareçam interessantes na opção de dividir apartamento com outros estudantes você tem a opção de ter uma cozinha coletiva para fazer as refeições em casa o que barateia muito o custo de vida.
Europa é Europa, para quem vai pegar o semestre letivo .1 na Europa (que inicia em setembro) terá 20 dias de recesso para natal e ano novo e nesse período você terá a opção de conhecer alguns países em famosos mochilões.
Para quem vai para um pais onde a língua mãe seja não o inglês e gostaria de aproveitar a experiência para aprender inglês, pode depois do período letivo fazer um curso até o fim do visto em um outro pais que fale inglês o que torna a opção do curso muito mais barata pois você poderá se juntar com outros estudantes que tenham o mesmo objetivo e dividir um apartamento em outro pais. Você fará a sua inscrição no curso sem atravessadores (agencias de intercâmbio) o que torna o valor do curso mais barato. Destaco ainda que as agências de intercâmbio no Brasil geralmente só dão a opção de inglês, na Europa, na Inglaterra onde o custo de vida é alto, e você já estando na Europa, você tem a opção de ir para países que sejam menos fervorosos e de custo de vida mais baixo, ou ainda que não tenha o custo de vida mais baixo, mas que tenham maiores possibilidades de trabalho, destaco a Irlanda.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sobre mim e primeiro passos


Sou Brasileiro, Nordestino e Potiguar. Estudante do curso de administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN- 21 anos, SOLTEIRO e mesmo antes de entrar na universidade sempre vi uma experiência internacional como um grande diferencial para a minha formação acadêmica e pessoal.
Sempre busquei informações na internet a respeito das possibilidades para realizar a minha viagem, encontrei vários caminhos diferentes para realizar a viagem, mas sempre observei algo em comum em todos os caminhos, COMECE A SE PREPARAR COM UM ANO DE ANTECEDÊNCIA, a partir disso, iniciei uma jornada rumo a descobrir o mundo que está começando exatamente agora.
Minhas primeiras pesquisas se deram a partir de sites de agencias de intercâmbio, cursos rápidos de 4 a 24 semanas de curso de idioma com acomodação em casa de família e os destinos são os mais populares como o Canadá, EUA, Inglaterra e Austrália.
Percebi que esse caminho seria o melhor para quem ainda não está na universidade (que era o meu caso naquele momento) e observei também que terminam se tornando um pouco caro por você ter que comprar o pacote aqui no Brasil a agências que fazem o intermédio entre as instituições de ensino no exterior e que mesmo ficando a acomodação em casa de família a mais em conta nessa modalidade, ainda não era a opção realmente em conta.
Vamos entender uma coisa: quando se está em uma universidade, principalmente uma publica, os países entendem que você tem um vinculo forte com o seu pais de origem, facilitando a aprovação de sua entrada, por eles acreditarem que você vai concluir o seu objetivo naquele país, um curso por exemplo, e vai retornar para o seu país de origem. Os países de um modo geral gostam de receber estrangeiros, o problema está nas pessoas que se utilizam de uma viagem de turismo (por exemplo) para permanecer no país ilegalmente.
Com isso, quando eu entrei na universidade os caminhos se multiplicaram, pois além da opção que eu já conhecia surgiram várias outras. Para as mulheres há uma opção que eu considero interessante, que é o caminho da "au pair", opção de trabalho com acomodação e alimentação que sai bem em conta e é bastante viável para jovens mulheres com conhecimento intermediário em inglês. Para ambos os sexos há dois caminhos que eu acho bastante interessante o programa de experiência profissional nos Estados Unidos, onde estudantes brasileiros e de vários outros países com conhecimentos intermediário em inglês tem a oportunidade de conseguir um trabalho remunerado no período de férias da universidade, é um programa incentivado pelo governo norte americano e as vagas são para cargos elementares como garçom, recepcionista, auxiliar de cozinha e etc. em várias empresas do equipamento turístico americano. Outro caminho interessante é o trabalho na Disney que é bastante parecido com o programa anterior, trabalho remunerado, inglês intermediário, e os cargos a serem ocupados. Vale salientar que quanto maior o seu conhecimento em inglês mais chances você terá de ficar em um trabalho que seja menos "braçal" e mais remunerado você será.
Para quem domina outro idioma existem mais outras tantas opções para se fazer uma viagem internacional, todas as universidades federais possuem acordos bilaterais com instituições internacionais, instituições essas nos mais diferentes países e idiomas. Destaco Portugal como um grande polo de entrada a Europa, pois em Portugal os alunos Brasileiros não possuem a barreira do idioma, e podem pleitear a mobilidade acadêmica e ter um índice de sucesso maior.
Logo voltarei falando um pouco sobre o caminho que escolhi e quais os principais problemas e vantagens.