
No post anterior falei um pouco sobre os vários caminhos para conseguir realizar uma viagem internacional, agora vou falar um pouco sobre a escolha que eu fiz e porque eu não escolhi alguns outros caminhos.
A estrada do intercâmbio seria a mais prática, pois as agencias de intercâmbio se encarregam de quase toda a documentação, e ainda há a possibilidade de contratar um despachante para se encarregar do que a agencia não faz, mas de cara enxerguei dois problemas, o primeiro é de ordem financeira, os intercâmbios culturais tem preço salgado, e o outro é de ordem educacional, por conta da faculdade eu não poderia passar mais que 3 meses fora para não atrasar o meu curso, períodos maiores que 3 meses resultariam no trancamento de todas as matérias por um semestre letivo. Destaco ainda problemas “menores” por exemplo, o maior período de férias acadêmicas se dá no final do ano, as férias do meio do ano são mais apertadas, então para aproveitar o máximo de tempo possível sem atrasar o curso, as férias do final do ano seria a escolhida e isso implica em passar todos os festejos natalinos e de réveillon longe da família, e no meu caso ainda acrescentaria o meu aniversário (26/dez).
As opções de trabalho remunerado nos EUA também não se tornou muito interessante por se tratar de um programa voltado para trabalho nas férias, então se você quiser aproveitar a viagem para fazer algum curso você somente conseguirá se conseguir trabalhar e estudar. Para os que pensam em fazer a viagem, juntar um dinheiro, trancar a facul por um semestre para ficar após o contrato de trabalho, legalmente não é possível.
Atento para as implicações de ficar em um pais ilegalmente: Além do risco de ser preso e ficar preso até ser julgado a sua extradição. Observe ainda que se você possuir um visto de turista ou estudante, por exemplo, e desempenhar uma atividade trabalhista você pode ser deportado e na maioria dos países e em quase todos e qualquer tipo de ilegalidade ocorrida por estrangeiros resultará na expulsão, que significa a não possibilidade de retorno, por no mínimo 05 anos.
Com tudo, as opções de trabalho no exterior exigem também um bom nível de inglês, para quem não domina a língua ainda, como eu, restam os trabalhos para lavar pratos e etc. o que não resultaria em um grande aprendizado nem da língua nem profissional.
Ressalto que para jovens que tem um bom conhecimento do inglês e querem apenas conhecer os EUA é um ótimo caminho e bastante econômico, no caso das mulheres que se interessarem no programa “au pair” existem ainda possibilidades de trabalho em países europeus.
Com o andar das minhas pesquisas terminei optando pela opção da mobilidade acadêmica, por se tratar de um acordo entre universidades federais Brasileiras e as instituições de ensino publico no exterior, não haverá cobrança de “propinas” ou anuidades para as universidades de destino.
O período de estada também é maior por se tratar de um semestre letivo pago em uma universidade estrangeira você passará o período equivalente também, podendo o visto ser retirado por 6 meses ou até mesmo de um ano, o que possibilitam viagens e curso após o período de aulas. Ainda há a possibilidade de renovar o visto e pagar mais um período letivo sem precisar retornar para o Brasil e tentar tudo de novo (possibilidade que vai variar muito de acordo com o regimento de cada universidade de destino), mas, como no meu caso, vou tentar a mobilidade para a Espanha, e ainda não consegui a informação se na universidade de Madrid é possível conseguir renovar para pagar mais um período letivo, mas sei que há a possibilidade de tentar permanecer por um ano na Europa tentando depois do semestre na Espanha, tentar o segundo em outro país como Portugal por exemplo.
Outras vantagens de pleitear a mobilidade acadêmica:
O visto nesse caso prevê possibilidade de trabalho remunerado dês de que não interfira no horário das aulas.
Aqui sim há possibilidade de conseguir acomodação e alimentação barata, pois a maioria dessas universidades são conhecidas internacionalmente como receptoras de alunos estrangeiros, Coimbra por exemplo, então há muitos apartamentos onde estudantes se organizam para dividir o aluguel o que é bem mais em conta do que qualquer outro tipo de acomodação, pois mesmo que alguns albergues pareçam interessantes na opção de dividir apartamento com outros estudantes você tem a opção de ter uma cozinha coletiva para fazer as refeições em casa o que barateia muito o custo de vida.
Europa é Europa, para quem vai pegar o semestre letivo .1 na Europa (que inicia em setembro) terá 20 dias de recesso para natal e ano novo e nesse período você terá a opção de conhecer alguns países em famosos mochilões.
Para quem vai para um pais onde a língua mãe seja não o inglês e gostaria de aproveitar a experiência para aprender inglês, pode depois do período letivo fazer um curso até o fim do visto em um outro pais que fale inglês o que torna a opção do curso muito mais barata pois você poderá se juntar com outros estudantes que tenham o mesmo objetivo e dividir um apartamento em outro pais. Você fará a sua inscrição no curso sem atravessadores (agencias de intercâmbio) o que torna o valor do curso mais barato. Destaco ainda que as agências de intercâmbio no Brasil geralmente só dão a opção de inglês, na Europa, na Inglaterra onde o custo de vida é alto, e você já estando na Europa, você tem a opção de ir para países que sejam menos fervorosos e de custo de vida mais baixo, ou ainda que não tenha o custo de vida mais baixo, mas que tenham maiores possibilidades de trabalho, destaco a Irlanda.
